quinta-feira, 2 de julho de 2015

Linhas

tenho uma amiga a passar por um divórcio traumático. Ontem, no dia em que assinou os papéis do divórcio, enquanto falava com ela, à meia luz, via-lhe no rosto as linhas que nos últimos tempos se formaram e pensei que estamos  a ficar velhas. Ou talvez velhas não seja a expressão adequada. Já passou muita vida por nós, já passámos por muito juntas. ela é a minha amiga de infância, desde os sete anos, desde que me conheço por gente. Ela já me permitiu ajuda-la.
Eu, pelo contrário, nunca lhe permiti ajudar-me!
É certo que nunca passei por um divórcio e espero nunca passar. Mas tenho passado alguma coisa e nunca me permiti receber ajuda. De ninguém. culpo-me por isso.

A verdade é que me culpo por tudo. E me desculpo por tudo.

Estou a tentar melhorar. Abrir-me mais. Dizer aquilo que sinto e não guardar para mim. Dar mais para receber mais. Porque se eu não dou não posse esperar receber em troca. e há coisas que se não sou eu ajudar-me, ninguém me pode ajudar, porque ninguém sabe. ou melhor, presumem, mas como eu não falo sobre isso, mais ninguém fala e assim se cria um muro, uma barreira que não quebra e não cai porque eu não permito.

gostava de escrever para ver se a escrita me ajuda a entender-me melhor, porque falar não é o meu forte. Quero ser uma pessoa melhor.

A vinha vida não é desgraça nenhuma. Tenho tantas coisas boas na minha vida. a melhor delas, está aqui numa fotografia a olhar e a sorrir para mim. E é por ela que quero ser melhor, mais feliz....

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