quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A Mana

A Mana fez anos ontem.


A minha relação com a mana sempre foi complicada...
Quando eramos pequenas eram as tensões normais entre irmãs, com personalidades diferentes, ela explosiva e eu mais apagada, demasiado apagada.
Depois a relação da mãe e da mana foi-se deteriorando e eu fui-me mantendo sempre mais do lado da minha mãe, com uma personalidade mais parecida com a minha e por isso mesmo com quem eu mais me identificava. E fomo-nos afastando. Eu fui estudar para fora e os ciúmes  que já eram muitos pioraram, ao ponto de muitas vezes eu nem sequer vir a casa ao fim-de-semana para não ouvir coisas que me magoavam.
Depois cada uma seguiu a sua vida e pouco nos falávamos sem ser em casa dos pais ao fim-de-semana. A minha irmã diz que eu sou uma pessoa fria. É verdade. Mais do que fria sou uma pessoa fechada. Não falo sobre mim nem sobre os meus problemas e acho que não existe ninguém que me conheça verdadeiramente. Mas isso é outra conversa..
Depois veio a maternidade para as duas e as coisas têm mudado a pouco e pouco. Ambas nos aproximámos da mãe e isso tem facilitado a nossa relação. As conversas sobre os filhos e sobre as viagens também tem ajudado.
Adoro a minha irmã, mas acho que ainda não consigo dizer-lhe que gosto muito dela. E esse é um problema que tenho de resolver. Aprender a dizer amo-te sem receio de parecer parvinha e demasiado sentimentalista. Digo-o sem pudor à filha e ao marido, mas não o consigo dizer a mais ninguém. Nem aos meus pais. E sei que se não o conseguir fazer, um dia vou-me arrepender...

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