quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dar sangue

Para além do bikini bridge, um dos meus outros traumas de adolescência e pos adolescencia era que, pelo facto de ser tão magra, não poderia ser dadora de sangue.

É verdade. Eu, pessoa de 1.78 de altura, pesava menos de 50 kilos. Oscilava entre os 45  e os 48 para ser mais precisa. Ou seja, era verdadeiramente um pau de virar tripas, ou como alguém dizia uma folha de zinco.

Isto tudo para dizer que agora que já peso mais de 50 kilos (e bem mais) já posso dar sangue. E é isso que tenho feito desde que a filha nasceu. Sou dadora de sangue. Não tão regularmente como gostaria. Umas vezes esqueço-me, outras vezes não há tempo e outras não estou por cá.

Mas domingo é dia de dar sangue por cá, por isso, este mês não posso falhar. Só espero não estar muito calor. No ano passado fui dar sangue num dia de 40 graus e vi uma mulher a apagar-se ao meu lado.  É verdade que era a primeira vez que dava sangue e não tinha comido nada antes (grande asneira) e que depois de uns sopapos e de uma agua fria na cara recuperou  mas gerou-se uma grande confusão naquela sala. Eu também passei o resto dia a pensar se não me ia esmarovar a qualquer momento. Senti-me mesmo mal nesse dia.


Por isso domingo é dia de ser solidária e poder salvar alguém com o meu sangue!

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